segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

World

Penso. Calculo os fatos. Apago. Não calculo mais nada.
02:22 da madrugada. Sozinha, de novo. O nada.
Quero um cigarro como companhia.
Uma tragada. Não quero mais.
As mãos congelam, o coração também.

Não sinto mais nada, a chuva lá fora ainda faz som de saudade.
O mundo ainda gira.
Cabeças, braços, pernas e corações quebrados.
Frio, fome, miséria. Desgraça, aquecimento, a merda.
E o mundo ainda gira...
Desgraçado, viu. Não se importa com os outros. Não importa o que aconteça, que se foda todo este lugar, toda esta sociedade, ele ainda gira. Na dele.

Queria uma bebida, para acordar atordoada no meio da noite, louca por um copo de coca.
Ressaca de sábado.
É bom beber no sábado a noite, quando a cidade inteira se apaga.
Você tira o domingo só pra cuidar de si próprio. É uma desculpa pra não ter que ver a cara dele.

Futilidade. Falsidade. Ego massageado.
Tô cansada disso.
De mim mesma, da minha vida condenada a ser medíocre. Que se foda.
E a esperança...
A alma, a criança.
É a única coisa que não passa na minha TV, mas é a única coisa que me mantém vivo no sofá.
Autor desconhecido

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