Você põe sua mão ao vidro da janela junto a minha. Diz palavras que eu não consigo ouvir e entender. Algo traiçoeiro impede de nos tocar, e isso aperta meu peito, e me impede de respirar regulamente, você me observa e sorrir e diz adeus pelo o que li em seus lábios, olho para você e tento sorrir como se desse boa sorte.
Invejando aquela que você está a procura, invejo-a por poder tocá-lo, e por poder amá-lo... A invejo...
Você sumiu de vista, ou pelo menos é o que eu penso já que meus olhos teimosos estão a chorar. Sento ainda perto ao lado da janela. E me vejo pensando nos momentos em que passamos juntos, e enchergo que eu amei por nós dois o tempo todo. E meu coração. Iludiu-me. Traiu-me. Encorajou-me. E eu apenas perdi.
(Leydiana Thais C. de Freitas)

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