
Ultimamente estive confusa, não sabia o que exatamente estava se passando comigo, acho que eu estava muito triste. Acho que toda dor que eu havia reprimido de repente explodiu, e não pude impedi-la, e tudo desandou...o choro já me tomava, chorava pelos os motivos mais futeis que se podia imaginar. O desejo de ser abraçada me tomou, muitas vezes eu chegava perto da minha mãe e a abraçava, só para que ela tivesse que retribuir...ela o entendia errado, pensando que eu queria algo em troca, mas na verdade o só queria ouvir um "eu te amo" saindo dos seus lábios, mas ela simplesmente não conseguiu entender por esse lado, e eu sorria e saia de perto. Meus olhos deixaram de brilhar como antes, e o meu sorriso se tornara falso. Comecei a enganar a todos com esse sorriso, ou pelo menos pensei que enganei, as vezes perguntavam o que havia de errado, e eu apenas sorria e dizia está muito cansada, e foi assim...durante um tempo. A rotina de sempre, dormia desejando que o dia de amanhã fosse menos doloroso e que esse vazio me deixasse, mas a cada dia que se passava o buraco aumentava mais. Eu não sabia com quem contar, simplesmente não queria ser motivo de preocupação ou pena de alguém, porque sabia que se tentasse falar as lágrimas sairiam na mesma hora que eu começasse a se explicar. Então piorou, comecei a me sentir mais sozinha do que nunca, e pensei que todos em minha volta me odiasse, e que não se importavam comigo...comecei a desejar morrer, comecei a desejar mutilar-me, e logo pensei em minha mãe e no meu pai ...no quanto eles se culpariam se eu fizesse, e que dor seria pra eles vê a filha morrer antes mesmo deles. E essa ideia absurda saiu da linha de meus pensamentos. Foi então que pedi a Deus que cuidasse de mim, que me fizesse feliz de novo, e que não me deixasse sozinha. E pude sentir que Ele me ouvia, e que esteve ao meu lado o tempo todo.
(Leydiana Thais C. de Freitas)
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